Tesouro Direto atinge 2,3 milhões de participantes

O cenário de crise política e econômica faz os investidores escolherem uma opção mais tradicional. A tendência é de fortalecimento do Tesouro Direto

É comum que o mercado oscile mais que o normal de tempos em tempos. As incertezas políticas e econômicas fazem os investimentos em renda variável serem mais suscetíveis a perdas.

Em se tratando de renda fixa, o destaque fica por conta do Tesouro Direto, modalidade de investimento considerada conservadora e com riscos mínimos. Essa é a oportunidade para milhares de brasileiros aplicarem seu capital em uma opção que preserva o patrimônio consolidado.

Devido a suas características, os títulos públicos atraem a atenção dos investidores nesse momento. Por isso, vamos explicar a alta dessa aplicação financeira, por que isso acontece e como ela funciona.

Acompanhe!

O que é o Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é uma modalidade de aplicação financeira em que os títulos são emitidos pelo governo. Eles podem ser adquiridos por pessoas físicas a partir do valor mínimo de R$30, desde que essa quantia corresponda a, pelo menos, 1% do ativo.

O rendimento pode ser prefixado, pós-fixado ou híbrido. O primeiro caso é indicado para tendência de queda da taxa de juros, já que o percentual de retorno é combinado previamente.

A modalidade pós-fixada é a melhor na atualidade, porque é recomendada para períodos em que se espera a alta da Selic. É o que deve acontecer em 2019, em que a taxa básica de juros deve chegar a 8%. Nesse caso, a remuneração é feita de acordo com esse indexador.

Por fim, existe o formato híbrido, em que há uma parte variável — o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país — e outra fixa, determinada na contratação. A vantagem é a proteção do poder de compra, já que sempre haverá um ganho real.

Qualquer uma das modalidades é de longo prazo e oferece alta liquidez, ou seja, é possível resgatar o valor a qualquer momento. No entanto, se você tem certeza de que vai sacar o valor antes do prazo, o ideal é optar pelo Tesouro Selic, o único em que não existem perdas.

Qual a situação atual do Tesouro Direto?

Devido às oscilações do mercado, o total de investidores cadastrados no Portal do Tesouro aumentou de maneira significativa. Somente em julho de 2018, foram feitos 107 mil novos registros, a maior desde 2002, quando essa modalidade passou a ser ofertada. O resultado foi de 27 mil acima do mês anterior.

Em relação aos novos investidores ativos, o número foi de 16 mil, índice maior que o de junho, quando foram reativados 10 mil perfis. No total, o programa tem 2,3 milhões de participantes, uma alta de 55,7% nos últimos 12 meses.

A maior demanda foi pelo Tesouro Selic, que totalizou 47% das negociações. Esse título é considerado o mais seguro por acompanhar a taxa básica de juros.

No entanto, existem outras boas opções. Uma delas é o Tesouro IPCA+ 2024, que remunera 5,86% mais a inflação. Outra possibilidade é o Tesouro Prefixado 2021, que paga 9,85%.

Essas duas alternativas, porém, são indicadas para o longo prazo. Fazer o resgate antes do tempo pode implicar perdas, a depender do preço do ativo no dia.

O que motiva a escolha pelo Tesouro Direto?

O cenário de incertezas faz o mercado financeiro oscilar muito. Com isso, as aplicações de renda variável têm maior tendência a perdas. Foi o que aconteceu nesses últimos meses de 2018.

Diante do contexto que se apresentou, as pessoas procuraram as opções mais conservadoras, como a renda fixa. A ação foi justificada. Em junho, a bolsa de valores somou perdas de 5%. Em contrapartida, o dólar aumentou 4%.

A tendência é que essa situação perdure por mais tempo. Com as mudanças políticas que devem ser implementadas, os investimentos podem sofrer ampla variação, o que deve fazer as pessoas ainda preferirem as alternativas mais seguras.

Como o rendimento da poupança é baixo, vale a pena escolher o Tesouro Direto. Para ter uma ideia, o cálculo atual da poupança é de 70% da Selic, por estar em 6,5%. Nesse caso, o rendimento líquido dessa modalidade fica em 5,5%. Enquanto isso, o Tesouro Selic 2023 remunera em 6,38%.

Agora, você já sabe que o Tesouro Direto é uma opção interessante para cenários de crise e oscilação do mercado. Se também quiser investir nessa modalidade, siga as recomendações que apresentamos ao longo do artigo e a tendência é o sucesso.

Gostou de saber mais sobre o cenário atual das aplicações financeiras? Continue acompanhando as publicações do nosso portal e se mantenha informado.

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