Qual é o tamanho da sua dívida?

Saiba exatamente quanto você deve para nunca perder o controle sobre suas finanças

O nível de endividamento das famílias brasileiras tem tomado proporções preocupantes. Em levantamento recente promovido pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), 62% das famílias estão com contas ou dívidas em atraso, sendo que cerca de 10% delas relatam não ter condições de fazer frente a essas despesas, se tornando forte candidatas a engrossar as estatísticas de inadimplência que também andam bastante elevadas.

Para se ter uma ideia de quão grave é o problema, em agosto de 2018, o SPC Brasil contabilizou 63,4 milhões de brasileiros com o nome negativado. Esse é um número recorde desde o início da série histórica do levantamento promovido pelo órgão de proteção de crédito e que tem causa, principalmente, na recessão dos últimos anos e na consequente baixa oferta de emprego.

Para quem pensa em manter sob controle todas as suas dívidas e não correr o risco de comprometer as próprias finanças, preparamos algumas dicas importantes como dimensionar as próprias despesas para fugir do endividamento.

Mensurando despesa corrente

Muitas famílias vivem mês após mês sem saber exatamente para onde está indo a maior parte do orçamento. Esse é um erro banal e que pode facilmente ser evitado, pois basta ter o mínimo de cuidado para registrar todos os gastos e ficar atento a exageros.

Nesse sentido, o passo mais importante a ser dado é verificar quais são suas despesas correntes ou fixas. Estamos falando aqui daqueles gastos insubstituíveis, que mesmo com alguma economia farão parte de sua despesa mensal, como transporte, alimentação, vestuário e etc.

Conhecida uma estimativa de qual é esse valor, será muito mais fácil planejar uma destinação para o seu gasto “variável”, como lazer, aquisição de bens de consumo, investimentos e afins. Quanto a isso, é importante pontuar que muitas pessoas pecam justamente com essa categoria de gastos, à medida que ao custear as despesas fixas, se sentem livres para gastar sem nenhum planejamento.

Atenção às compras a prazo

As compras a prazo representam uma verdadeira armadilha para o endividamento. Com a possibilidade de parcelar determinadas compras a perder de vista, as pessoas costumam olhar apenas para o valor da prestação, desconsiderando por quanto tempo arcarão com aquele custo. E, de parcela em parcela, lá se vão rumo ao descontrole financeiro.

Para quem costuma ser displicente com esse tipo de compra, o ideal é estabelecer um limite da própria renda mensal para compras a prazo e financiamentos. Entre os especialistas em finanças pessoais, fala-se muito no teto de 30%. Isto é, cartão de crédito, crediários, financiamento imobiliário e empréstimos não devem ultrapassar este limite de seu ganho mensal, o que asseguraria a você a possibilidade de não perder as rédeas de sua vida financeira.

Planeje-se para pagar suas dívidas

Ainda que você tenha tomado alguns dos cuidados listados até aqui, pode ser que o endividamento já tenha batido à sua porta. Como já falado anteriormente, essa é uma situação que tem feito parte do cotidiano das famílias brasileiras, com milhões de pessoas enfrentando problemas para deixar as contas em dia.

Nesse momento, mais do que em qualquer outro, é chegada a hora de não deixar a peteca cair e se planejar para vencer essa fase difícil, sendo que o primeiro passo é estabelecer uma escala de prioridades. Dívidas atreladas a elevados juros e multas, como empréstimos e fatura do cartão de crédito, merecem prioridade.

Por outro lado, sempre que possível, vale negociar. Caso você não saiba, os credores de maneira geral estão cada vez mais aberto a essas possibilidades, devido aos elevados índices de inadimplência. Por isso, caso você esteja em dificuldades para honrar todos os seus compromissos, negocie condições para saldar seus débitos na tentativa de chegar a um formato de pagamento mais amigável.

Gostou das dicas sobre finanças pessoais e controle financeiro? Conte para gente o que você tem feito para conhecer o tamanho de suas dívidas deixando um comentário logo abaixo!

Tags: divida finanças planejamento financeiro

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