O que é o rombo da Previdência? De que maneira ele pode te afetar?

Segundo os especialistas da área, uma das causas do déficit da Previdência Social é a sonegação de tributos e a contratação de profissionais sem registro em carteira

Você já deve ter ouvido falar em “rombo da previdência”. É fácil entender o que significa: a Previdência Social arrecada menos em impostos do que o que paga de benefícios. Difícil é solucionar o problema.

Em 2017, o déficit nas contas do do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), sistema público que atende aos trabalhadores do setor privado, e dos Regimes Próprios dos Servidores Públicos (RPPS) da União atingiu a marca de R$ 268,79 bilhões. “A própria autarquia informa que a conta não bate e que o sistema, portanto, é deficitário”, afirma Diego Regazi Garcia, advogado trabalhista.

Sonegação interfere
Segundo os especialistas da área, uma das causas do déficit da Previdência Social é a sonegação de tributos e a contratação de profissionais sem registro em carteira. “O sistema previdenciário é sustentado pelas contribuições sociais que incidem sobre a folha de pagamento dos empregados registrados. As empresas, por seu lado, também pagam ao INSS sua cota de contribuição. Por isso, quando a contratação da mão de obra se dá sem o devido registro na carteira de trabalho, dentro do que é conhecido como sistema informal, tanto o empregador quanto o empregado deixam de contribuir com o sistema de previdência, o que acentua o déficit”, explica o advogado André Luiz Marques, presidente do Instituto dos Advogados Previdenciários (IAPE).

Menos burocracia e mais carteira assinada
O rombo da Previdência Social poderá ter sérias consequências para o trabalhador brasileiro a médio e longo prazo. Como o sistema previdenciário brasileiro é solidário e universal, a população economicamente ativa atual custeia os benefícios dos que estão fora do mercado de trabalho e recebendo aposentadoria. Dessa maneira, se persistirem os déficits, o sistema previdenciário poderá entrar em colapso, prejudicando milhões de trabalhadores contribuintes.

“A Previdência Social não pode ser gerenciada como uma empresa que visa a lucros. Porém, também não deve e não pode continuar operando com rombos. O ideal é que haja um equilíbrio orçamentário para que os trabalhadores contribuintes possam continuar recebendo seus benefícios como garante a Constituição”, enfatiza Marques. 

Tags: aposentadoria benefícios déficit INSS Previdência Social

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