Investimento responsável: entenda o termo

Aspectos ambientais e sociais também têm relevância na hora de investir

O ano era 2005 e o então secretário geral da ONU (Organização das Nações Unidas) Kofi Annan mostrou-se que se importava com alguns aspectos como meio ambiente, sociedade e governança. Pensando nisso ele convidou 20 investidores institucionais de 12 países para desenvolverem um projeto de investimento responsável, na época criou-se a sigla ESG (Environmental, Social & Corporate Governance). Algum tempo depois evoluiu para princípios de Investimento Responsável com o nome de PRI (Principal of Responsable Investments).

Hoje o público alvo são o conjunto dos investidores institucionais, gestores externos de ativos, prestadores de serviços e consultores. O grande objetivo do projeto é compreender como os investimentos impactam nesses temas que Kofi demonstrou importância e dar um suporte aos investidores para que eles integrem os assuntos na hora de decidir sobre os investimentos. “Acreditamos que um sistema financeiro global economicamente eficiente e sustentável seja absolutamente necessário para a criação de valor no longo prazo”, expõe a missão do PRI.

Princípios

Sendo assim, os investidores participantes fizeram o compromisso de 6 principais compromissos para alcançar um sistema financeiro sustentável. Além disso, encorajam outros investidores a adotarem os princípios.

O primeiro princípio é incluir os temas ESG nas análises e tomadas de decisões dos investimentos. Para isso, eles sugerem abordar os assuntos nas políticas de investimentos, estabelecer ferramentas de métricas e análises relacionadas ao tema, encorajar pesquisas acadêmicas, entre outras soluções.

O segundo tópico é incorporar o ESG de forma pró-ativa nas políticas e práticas de propriedades de ativos. Seguido pelo princípio de buscar a transparência das empresas que são investidas e que elas sejam parceiras para divulgar ações relacionadas ao ESG.

Seguindo a ordem, o princípio número quatro visa promover a aceitação e implementação dos princípios nos setores de investimento, que prestam serviços. O quinto princípio considera a união para ampliar a eficácia dos princípios. Por fim, definiu-se que cada participante deve divulgar os resultados do investimento responsável por meio de relatórios.

A iniciativa trouxe bons resultados, de 2005 pra cá o PRI virou modelo para muitos investidores que aderiram voluntariamente aos princípios e o crescimento continua constante. O número de signatários, por exemplo, já ultrapassou 2 mil, em 2006 eram menos de 250. 

Os números de relatórios, propostos no último princípio, também são amistosos. Mais de 900 investidores apresentaram relatórios em 2014/15, por exemplo.

O ex secretário geral da ONU Ban Ki-moon considera que os investidores são peças fundamentais para alcançar a sustentabilidade. “Eu aplaudo com entusiasmo as lideranças das instituições que se engajaram e se tornaram signatárias dos Princípios. Agora é a hora de implementá-los. É sua responsabilidade e esta é a oportunidade. Encorajo outros investidores no mundo todo a se unirem neste esforço tão crucial”, considerou ele.

O investimento responsável passa a ser uma consciência que tem crescido consideravelmente ao longo dos anos. Colocar os objetivos do PRI em prática significa uma mudança não só no setor financeiro, mas também melhores resultados nos temas propostos, trazendo ganhos para a sociedade em geral. 

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