É possível investir sem riscos?

Investimento de baixo risco, no entanto, é possível

Sobrou aquele dinheirinho no fim do mês? Uma boa solução é investir para que no mês que vem “sobrar” mais e por aí vai. Contudo, muitos têm receio de perder dinheiro. Será que existe a possibilidade de nunca perder?

Muito se fala entre investidores principiantes na possibilidade de investir dinheiro sem correr qualquer risco. Um exemplo que desmistifica essa ideia é o do dinheiro guardado no colchão. Mesmo que esse montante não seja aplicado em bancos, o detentor do valor corre o risco de perder aquele dinheiro de várias maneiras. O colchão pode ser roubado, o dinheiro pode mofar ou até mesmo um incêndio poderia reduzir tudo a cinzas. O fato é que de uma maneira ou de outra os riscos sempre vão existir quando se fala em investimentos.

É comumente tratado em economia que não se deve lidar como bom ou ruim qualquer tipo de investimento. Tendo em vista que qualquer um deles tenha seus prós e contras, podemos levar em consideração que um investimento ruim na verdade é dinheiro mal investido.

Riscos comuns

Um dos principais riscos que se corre em aplicações financeiras é o de Liquidez. Basicamente, liquidez é definida como a facilidade que um título bancário, imóvel ou qualquer ativo seja convertido em dinheiro vivo. Ou seja, o Risco de Liquidez nada mais é que a dificuldade em transformar esses ativos em dinheiro.

De modo geral, sabe-se que grandes investimentos de longo prazo costumam ter taxas de retorno maiores. Um bom exercício para entender melhor o Risco de Liquidez, é analisar o mercado imobiliário em tempos de crise. Nesses cenários, é muito difícil vender um imóvel, no valor desejado, de uma hora pra outra. Ou seja, em um curto prazo. É exatamente isso que se configura como Risco de Liquidez.

Há também o Risco de Crédito, popularmente chamado de “cano” ou “calote”. Nada mais é que o risco em investir certa quantia em algum título para que, na hora de receber o dinheiro de volta, com adição de juros, o investidor acaba não recebendo. Desde 1995 foi instituído o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), justamente para reduzir esse risco.

Outro risco bastante comum é o Risco de Mercado, que é o risco decorrente de grandes acontecimentos políticos e econômicos, fazendo com que os ativos prossigam em direção oposta às previsões esperadas.

Por fim, dentro dos riscos comuns, há também o Risco de Execução, que é de caráter operacional. Nada mais é que, um possível simples erro de digitação comprometa um investimento. Ao invés de vender 150 ações de um determinado ativo, por falha na digitação, apenas 15 são vendidas. O avanço da tecnologia está diminuindo a iminência deste risco.

Para evitar estes e outros riscos de qualquer natureza, o que o investidor tem que ter em mente é adotar estratégias a fim de evitar tais problemas, aumentando o potencial de retorno. Investimentos como o Tesouro Selic, vendido pelo sistema de Tesouro Direto, o LCA, o LCI, o CDB e as poupanças de bancos públicos são apontados como investimentos mais seguros.

O que seria a vida senão um grande risco? Contudo, bons resultados aparecem. Investir ainda é a melhor solução para multiplicar dinheiro e, consequentemente, realizar sonhos. Tudo que você precisa é de uma boa pesquisa para saber qual opção cabe dentro da sua realidade.