Dinheiro extra? Nada de gastar à toa!

Para os felizardos de plantão, cautela.

Um ditado popular se constrói a partir de anos de experiência e observação. Por isso, quando receber um dinheiro que não esteja nos seus planos, considere a sabedoria popular e lembre-se: “o que vem fácil, vai fácil”.

O dinheiro não deve ficar muito tempo parado, é fundamental que a pessoa pense bem e pesquise todas as formas de investimento possíveis com o valor recebido. “Para não cair no impulso de sair gastando, fique um mês sem usar o dinheiro, depois, busque ajuda profissional e coloque o dinheiro para trabalhar”, ensina Sílvio Paixão, professor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuárias e Financeiras (FIPECAFI).

Ter objetivos ajuda a controlar o impulso

Fazer as contas de quanto tempo teria que ter trabalhado para conseguir o dinheiro ganho sem esforço ajuda a controlar o impulso de sair gastando por aí. Ter objetivos bem definidos também. Ao receber o valor, faça uma lista dos desejos que você gostaria de realizar. “O ideal é decidir com calma: às vezes vale a pena investir em um fundo um pouco mais arrojado para conseguir um rendimento melhor”, indica Reinaldo Domingos, da DSOP Educação Financeira.

Pensar na aposentadoria é garantir seu futuro

Vale lembrar que esse dinheiro também pode complementar a sua previdência, contribuindo para uma renda melhor no futuro. “Há vários destinos possíveis para o dinheiro que chega de surpresa. Sem dúvida, a aposentadoria é um deles, uma vez que apenas a minoria dos brasileiros aposentados consegue sobreviver com o seu próprio dinheiro, precisando trabalhar para complementar a renda ou dependendo da ajuda de familiares ou terceiros”, lembra Reinaldo Domingos.

Investir para dobrar seu poder de compra

Outra dica de Silvio Paixão é dividir o valor recebido em partes e aplicar em investimentos diferentes. Com o passar do tempo, é importante consultar um especialista para que ele avalie seu planejamento e identifique se todas as aplicações estão sendo rentáveis. “Dinheiro deve ser tratado como se fosse uma lavoura, é preciso pôr a terra para trabalhar, caso contrário, a terra é tomada por pragas (inflação) e irá se desvalorizar”, complementa o professor.

Tags: futuro investimentos Reinaldo Domingos Silvio Paixão

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