Como os brasileiros investem? Veja os números

Levantamento da Anbima mostra que apenas 42% aplicam em produtos financeiros. No entanto, 22% desejam começar a investir. Saiba mais!

O que você prefere: investir com segurança e ter menos rentabilidade ou aumentar seus ganhos, mesmo que o potencial de perdas seja mais elevado? Provavelmente, a resposta é a primeira opção.

Isso é o que aponta um estudo da Associação brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) e do Datafolha. A pesquisa indicou que o fator segurança é o principal quando o assunto é investimentos. No entanto, o hábito de aplicar os recursos financeiros ainda está presente em um pequeno percentual.

Para entender melhor o comportamento dos brasileiros, apresentamos os dados do raio-X do investidor. Assim, você entenderá melhor a situação e poderá definir o melhor caminho a seguir.

A falta de educação financeira dos brasileiros

Educação financeira não é o forte dos brasileiros. Alguns levantamentos já indicaram essa realidade, mas o estudo da Anbima apresentou um aspecto importante: apenas 42% têm algum dinheiro guardado e 9% aplicam em produtos financeiros.

Os motivos para essa decisão são variados. O principal é a falta de dinheiro — afinal, existem 61,8 milhões de inadimplentes no País. Do total de respondentes, 32% indicaram ter economizado em 2017. Desse total, apenas 42% aplicaram em produtos financeiros.

O restante das pessoas realizou outras ações, como focou os estudos, comprou uma casa ou um carro, reformou a residência, pagou dívidas etc.

É interessante observar ainda que 25% dos entrevistados disseram que investiram em 2017. No entanto, somente 9% efetivamente aplicaram em investimentos financeiros. Os outros 16% quitaram imóveis, bens duráveis (como veículos ou motos), abriram um negócio próprio ou aproveitaram para estudar.

Esses dados apontam que a visão de investimentos financeiros é mais ampla que os produtos. Apesar disso, essas outras formas de investir são legítimas, desde que seja feita uma reserva financeira. Esse recurso protegerá o patrimônio se houver diminuição da renda.

Os motivos que determinam os investimentos

O principal fator que fazem as pessoas aplicarem seu dinheiro é a segurança financeira. Esse aspecto é válido para 54% dos casos. A remuneração a ser obtida está na segunda posição, com 16%.

Outros critérios que interferem são:

  • saque sem prejuízo em caso de necessidade: 12%;
  • possibilidade de deixar o dinheiro guardado: 3%;
  • economia ou deixar de gastar sem necessidade: 1%;
  • aplicações, compra ou investimento em bens: 1%.

Outros 4% não sabem qual é a vantagem de investir e 5% dizem não ter motivo para agir dessa forma. Para o presidente do Comitê de Educação de Investidores da Anbima, Aquiles Mosca, os dados refletem o desconhecimento da população sobre a possibilidade de viver de renda, consolidar o patrimônio e alcançar a liberdade financeira.

O terceiro fator que justifica os investimentos (saque sem prejuízo em caso de necessidade) também demonstra que as pessoas preferem produtos sem carência ou restrições para resgate. Esse pensamento é muito fortalecido pela poupança, modalidade mais tradicional e bastante utilizada no cenário de inflação dos anos 1980 e início dos 1990.

Por ter passado por essa situação alguns anos atrás, a população acredita que sempre é necessário ter alta liquidez, inclusive quando o prazo é mais longo. Mesmo com os períodos de estabilidade econômica, o pensamento continua válido.

Os investimentos preferidos da população

Apesar da baixa rentabilidade, a poupança ainda é a preferida dos brasileiros. Do total de investidores, 89% aplicam pelo menos parte do capital nessa modalidade. O índice é maior entre as pessoas que ganham mais que 10 salários-mínimos (44%).

A escolha é pautada principalmente pelo conservadorismo da aplicação. Além disso, os detalhes são esquecidos. Um exemplo é que o rendimento só é efetivado na data de aniversário, o que faz a pessoa sacar o dinheiro antes desse prazo e perder a remuneração.

O segundo investimento preferido da população é a previdência privada, mas apenas 6% indicam participar dessa modalidade.

Em seguida:

  • fundos de investimento: 5%;
  • títulos privados: 4%;
  • títulos públicos: 3%.

 

Para reverter esse cenário, o ideal é investir em educação financeira e no planejamento. Com hábitos corretos, é possível mudar a mentalidade e fazer o brasileiro colocar a remuneração equiparada à segurança.

As expectativas para o futuro

Como 58% da população não investe em aplicações financeiras, a Anbima questionou sobre suas prioridades para o futuro. Do total, 22% desejam começar a aplicar o capital. Em números absolutos, esse percentual representa 6,2 milhões de brasileiros a mais no mercado financeiro.

Para chegar a esse patamar, é preciso quitar as dívidas, fazer uma reserva financeira e contar com uma empresa de confiança. Assim, você garante sua tranquilidade e independência financeira, ao mesmo tempo que constrói seu patrimônio.

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Tags: Anbima brasileiros investimentos produtos financeiros

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