Bebês de homens mais velhos tendem a apresentar mais problemas médicos

Confira quais são os riscos médicos de bebês de filhos de homens mais velhos

Muitos casais ao começar uma vida juntos se preocupam com o planejamento familiar. Decisões como quando se deseja ter o primeiro filho e quantos filhos ter são muito importantes para poder proporcionar à família o máximo de conforto e segurança, o que também envolve planejamento financeiro e profissional.

Tudo isso é bastante compreensível. Contudo, essa estabilidade pode demorar a chegar em alguns casos e prolongar a espera pode não ser a melhor opção. Continue lendo e entenda o porquê homens acima dos 30 anos não devem adiar a construção de sua família.

Qual a melhor idade para ter um filho?

Claro que essa é uma pergunta complicada e não tem apenas uma resposta correta. Pessoas que vivem em realidades e contextos diversos apresentam opiniões distintas a respeito da questão.

No entanto, podemos dizer que ter um filho envolve muitas responsabilidades para as quais o mais adequado é se estar totalmente pronto para assumi-las. Afinal, todo pai e mãe querem proporcionar o melhor a seus filhos.

Por isso, muitos casais acabam priorizando um planejamento familiar e adiando o sonho do primeiro filho para um momento de maior estabilidade, normalmente depois de terem finalizado os estudos e conquistado algumas realizações pessoais e profissionais.

Assim, imaginamos que a maioria das pessoas calcula que a melhor idade para ter um filho é entre 30 e 40 anos. Contudo, como dissemos, algumas vezes essa estabilidade pode demorar a chegar, ou não chegar como imaginamos. E esse sonho do primeiro filho começa a ter um prazo cada vez mais apertado, pois nessa idade o tempo já está correndo contra nós.

Muitos estudos já demonstram como aumentam os riscos de gravidez para mulheres acima dos 40 anos. O que você talvez não saiba é que a idade também pode ser um problema para os homens. Prova disso é um novo estudo que mostra quais são os principais riscos para os filhos de homens de meia idade.

Por que bebês de homens mais velhos sofrem mais riscos médicos?

Estudos recentes, publicados por pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, apresentaram evidências de que bebês de homens mais velhos estão mais sujeitos a riscos médicos, se comparados a filhos de homens jovens.

Analisando registros de saúde do período entre 2007 e 2016 de todos os nascidos vivos no país, os pesquisadores mostram que os filhos de homens com 45 anos ou mais tiveram 14% mais risco de parto prematuro, baixo peso e necessidade de terapia intensiva neonatal.

Segundo a pesquisa publicada no British Medical Journal, essas mesmas crianças também estão 18% mais sujeitas a terem convulsões do que os filhos de pais jovens. Um outro dado da pesquisa mostra um aumento no risco de diabetes gestacional para as mulheres que engravidaram de homens mais velhos.

O que isso quer dizer sobre a paternidade tardia?

O estudo em si não é o suficiente para afirmar que a paternidade tardia é determinante para ocorrência de problemas de saúde na primeira infância. O que o estudo demonstra é que quando estamos tratando de planejamento familiar, a idade do casal também é um fator a ser considerado no cálculo feito.

O próprio autor do relatório da pesquisa, Michael Eisenberg, afirma que, em média, os filhos de homens com mais de 45 anos nasceram apenas um dia antes do que o visto em comparação com os filhos de pais jovens.

Os pesquisadores chegaram à conclusão de que as variações nos riscos apresentados podem ser explicadas por mudanças no DNA dos espermatozoides dos homens mais velhos. Contudo, essa continua sendo apenas uma das explicações para os problemas, que também envolvem, é claro, a saúde e genética das mães dessas crianças.

Sendo que, normalmente, os riscos mais graves para um bebê quando se trata da saúde do pai e da mãe estão relacionados a hábitos como tabagismo, consumo de álcool, obesidade, etc.

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