Animais e idosos: muito além do companheirismo

Estudos comprovam que o convívio entre pets e idosos está associado ao combate de sintomas de doenças graves e aumento da qualidade de vida para essa faixa etária

Dados do IBGE mostram que, entre 2012 e 2017, o número de idosos saltou de 25,4 milhões para 30 milhões de pessoas, número que acompanha um aumento de 33% no público de albergues e asilos. Tivemos ainda, no mesmo período, o registro de 32,6 mil denúncias de abandono, violência psicológica ou patrimonial contra essa população, segundo levantamento do Disque 100.

O avanço da medicina e da ciência como um todo é o principal fator que explica o crescimento da longevidade de nossa população. Tivemos também nas áreas de infraestrutura urbana e saneamento avanços significativos que acabaram por proporcionar mais saúde e qualidade de vida.

No entanto, como os próprios números também indicam, uma parcela significativa das famílias com idosos não vem dirigindo os cuidados necessários a essas pessoas, que sistematicamente vem sofrendo todos os tipos de abuso, que vão desde negligenciar pequenos cuidados até o limite do abandono.

Frente a esse cenário, quem chegou a melhor idade tem encontrado na companhia dos pets uma relação de carinho e cuidado recíproco indispensável para dias mais felizes.

Companhia de pets como forma de tratamento

A companhia de animais de estimação para pessoas da terceira idade tem se mostrado muito eficiente no combate à solidão e nas suas consequências para pessoas idosas.

Os resultados obtidos de estudos sobre convívio entre os pets e as pessoas com mais de 60 anos mostram que essa convivência estimula comportamentos e emoções positivas, como alívio do stress e da tristeza, satisfação e alegria.

Muitos hospitais e clínicas, preocupados com o bem-estar dos seus pacientes, já adotam as visitas de pets nos locais de moradia e internação como uma forma de diminuir o sofrimento emocional, tanto de idosos como de crianças.

Companhia de pets como prevenção a doenças

Além de ser uma forma de auxílio para redução do sofrimento emocional, constituindo um meio eficiente para tratamento de diversas doenças graves, como Alzheimer e câncer, a companhia de pets também pode ajudar na prevenção de algumas doenças.

O contato físico em pequenos afagos ou a simples presença do pet próximo a pacientes idosos constitui um tipo de afeto que essas pessoas, infelizmente, não costumam mais experimentar. E, essa relação de amor e carinho costuma repercutir organicamente com a liberação dos chamados hormônios do prazer, como endorfina e serotonina. Consequentemente, há uma melhora sensível no quadro clínico dos pacientes.

Pesquisa realizada na Austrália pelo Instituto de Pesquisas Médicas Baker mostrou que o convívio de pessoas idosas com pets tem o poder de aliviar o esgotamento físico e auxiliar na diminuição da pressão arterial.

Portanto, todas essas informações nos levam a crer que os benefícios em se conviver com pets na terceira idade são muitos, indo além de nossa compreensão muitas vezes.

E você? Tem um animal de estimação? Gosta de pets? Acredita que o convívio com eles pode ajudar no tratamento e prevenção de doenças? Conte para nós a sua experiência pessoal, deixando um comentário sobre sua vivência.

 

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