Afinal, por que pagamos impostos? É possível economizar nessa obrigação?

Sem esses tributos, não seria possível ter água limpa saindo da torneira ou acender uma lâmpada em casa

Certa vez, em uma entrevista, Carlos Drummond de Andrade declarou: “O imposto tem esse nome, porque, de outro modo, ninguém o pagaria”. Em poucas palavras, o poeta mineiro resumiu um sentimento comum a praticamente todos os cidadãos. Afinal, encontrar quem declare que voluntariamente goste de pagar impostos é uma tarefa tão difícil quanto achar uma agulha no palheiro.

Mesmo com essa aversão, é preciso entender que sem esses tributos, não seria possível ter água limpa saindo da torneira ou acender uma lâmpada em casa. Por definição, impostos são tarifas que o brasileiro paga e que são usadas em obras de infraestrutura – pontes, estradas, usinas hidrelétricas, casas populares, hospitais, escolas, saneamento básico, entre centenas de outras – e para a contratação ou reajuste de salários de funcionários públicos.

Os impostos podem ser classificados em dois grupos: diretos e indiretos. Os diretos são os que os governos federal, estadual e municipal arrecadam diretamente do contribuinte e que incidem sobre o patrimônio (bens, como casa e sítio) individual ou sobre a renda (salários, aluguéis, rendimentos de aplicações financeiras) do trabalhador. Alguns exemplos de impostos classificados como diretos são o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), o IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) e o IRPF (Imposto de Renda de Pessoa Física).

Já os impostos indiretos são cobrados sobre os produtos e serviços que as pessoas consomem. Nesse caso, quem paga diretamente ao governo são os produtores e comerciantes. Entretanto, eles também acabam afetando o bolso dos consumidores, uma vez que as taxas são repassadas para o preço final de tudo o que compramos ou contratamos. São exemplos de tributos indiretos o ICMC (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), o ISS (Imposto sobre Serviços) e o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

E qual é a melhor maneira de pagar?

Como não podemos fugir, às vezes, nem medir corretamente o valor pago pelos impostos indiretos, a saída é usar a cabeça para pensar sobre as melhores condições de pagamento dos tributos diretos, com o objetivo de economizar o máximo possível.

Segundo Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor-executivo da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a melhor alternativa para quem tem dinheiro guardado em aplicações que podem ser resgatadas a curto prazo, como é o caso da poupança, é pagar à vista e aproveitar os descontos. “Em geral, os abatimentos oferecidos para o pagamento em parcela única superam os rendimentos dessas aplicações mais conservadoras, a exemplo da poupança”, diz.

Por outro lado, quando não há saldo suficiente para pagar de uma vez, pode-se optar pelo parcelamento, fazendo o mínimo de prestações que for possível e cuidando para que a soma mensal comprometida com o imposto caiba no seu orçamento.

Para quem tem imposto a pagar, após a declaração do IRPF, a melhor saída é parcelar, já que não há desconto para o pagamento em parcela única.

Certa vez, em uma entrevista, Carlos Drummond de Andrade declarou: “O imposto tem esse nome, porque, de outro modo, ninguém o pagaria”. Em poucas palavras, o poeta mineiro resumiu um sentimento comum a praticamente todos os cidadãos. Afinal, encontrar quem declare que voluntariamente goste de pagar impostos é uma tarefa tão difícil quanto achar uma agulha no palheiro.

Mesmo com essa aversão, é preciso entender que sem esses tributos, não seria possível ter água limpa saindo da torneira ou acender uma lâmpada em casa. Por definição, impostos são tarifas que o brasileiro paga e que são usadas em obras de infraestrutura – pontes, estradas, usinas hidrelétricas, casas populares, hospitais, escolas, saneamento básico, entre centenas de outras – e para a contratação ou reajuste de salários de funcionários públicos.

Os impostos podem ser classificados em dois grupos: diretos e indiretos. Os diretos são os que os governos federal, estadual e municipal arrecadam diretamente do contribuinte e que incidem sobre o patrimônio (bens, como casa e sítio) individual ou sobre a renda (salários, aluguéis, rendimentos de aplicações financeiras) do trabalhador. Alguns exemplos de impostos classificados como diretos são o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), o IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) e o IRPF (Imposto de Renda de Pessoa Física).

Já os impostos indiretos são cobrados sobre os produtos e serviços que as pessoas consomem. Nesse caso, quem paga diretamente ao governo são os produtores e comerciantes. Entretanto, eles também acabam afetando o bolso dos consumidores, uma vez que as taxas são repassadas para o preço final de tudo o que compramos ou contratamos. São exemplos de tributos indiretos o ICMC (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), o ISS (Imposto sobre Serviços) e o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

E qual é a melhor maneira de pagar?

Como não podemos fugir, às vezes, nem medir corretamente o valor pago pelos impostos indiretos, a saída é usar a cabeça para pensar sobre as melhores condições de pagamento dos tributos diretos, com o objetivo de economizar o máximo possível.

Segundo Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor-executivo da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a melhor alternativa para quem tem dinheiro guardado em aplicações que podem ser resgatadas a curto prazo, como é o caso da poupança, é pagar à vista e aproveitar os descontos. “Em geral, os abatimentos oferecidos para o pagamento em parcela única superam os rendimentos dessas aplicações mais conservadoras, a exemplo da poupança”, diz.

Por outro lado, quando não há saldo suficiente para pagar de uma vez, pode-se optar pelo parcelamento, fazendo o mínimo de prestações que for possível e cuidando para que a soma mensal comprometida com o imposto caiba no seu orçamento.

Para quem tem imposto a pagar, após a declaração do IRPF, a melhor saída é parcelar, já que não há desconto para o pagamento em parcela única.